sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Chove ? Nenhuma chuva cai...



Chove ? Nenhuma chuva cai...
Então onde é que eu sinto um dia
Em que ruído da chuva atrai
A minha inútil agonia,

Onde é que chove, que eu o ouço ?
Onde é que é triste, ó claro céu ?
Eu quero sorrir-te, e não posso,
Ó céu azul, chamar-te meu...

E o escuro ruído da chuva
É constante em meu pensamento.
Meu ser é a invisível curva
Traçada pelo som do vento...

Ah, na minha alma sempre chove.
Há sempre escuro dentro de mim.
Se escuro, alguém dentro de mim ouve
A chuva, como a voz de um fim...

Quando é que eu serei da tua cor,
Do teu plácido e azul encanto,
Ó claro dia exterior,
Ó céu mais útil que o meu pranto?

Fernando Pessoa 04-11-1914

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Por um acaso minha amiga...
Por um acaso um texto inacabado...
Juntando os dois:

Quero viver como borboleta!



Quando era criança achava que as borboletas eram animais imortais, porque elas se originam das lagartas, eu imaginava que depois de virar borboleta ela poderia virar lagarta de novo quando precisasse e assim ficar nesse ciclo para sempre. Depois soube que as borboletas têm uma vida extremamente efêmera porque elas mudam de lagarta para borboleta somente para se reproduzir, cumprindo seu papel perante a natureza. Certo dia em meus sonhos, alguém me dizia que as borboletas não morrem, apenas dão um suspiro de sua vida para que outras possam embelezar novamente nossos jardins.


Michel; Sarita Dantas.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.



São Jorge Rogai por Nós.
 
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