sábado, 19 de janeiro de 2008

Tempo


Passas ligeiro sem aviso
como o vento no rosto
deixas rugas nos sonhos
e a esperança pálida, lassada...
Enfraqueces, inflexível, o joelho
e dobras, derrubas, o mais forte.
Portas desgraças e aportas no estático
como rocha, sem matéria, que cai na cabeça e faz calo.
Calaste a boca de tantos e tantos outros sepultarás
em tua cova fria, implacável, és tú, o Senhor dos homens
tempo! que escorre em meus dedos
e repousa no infinito.
Bruno Moreira

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