
A sala interna sem janelas vive apenumbrada
Iluminada pelas frechas vindas do telhado
O decorado do bufê é uma ceia-larga
E se alarga grande mesa de pau trabalhado
De lado a lado, quatro portas, uma a cada quarto
Sala de parto dos bruguelos por ali nascidos
Vejo o florido de lençóis, de redes e armários
E os sanitários de penicos neles escondidos.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.
Segue o comprido estendido da sala do meio
No arrodeio rumo ao fundo grande petisqueiro
O quarteleiro de comidas, louças e talheres
Onde mulheres abrem e fecham pelo dia inteiro
Alvissareiro é o vão que surge mais adiante
A confortante copa-grande junto da cozinha
Sala-rainha, mesa farta, tamanho banquete
Com tamboretes, bancos largos, banca de quartinha.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.
3 comentários:
Eita que para variar tenho de dizer que mandou muito bem na imagem. O sertanejo e sua fiel companhia que geralmente carrega um nome de peixe. Alias carrega muita coisa, até mesmo os aperreios de seu senhorio que quando para afogar as magoas ou sentir alegria repentina, se entrega aos sabores da boa cachaça nordestina, e o pobre do bichano fica na retaguarda para defender seu emborrachado amigo.
Valeu.
Mandou ver!
Seus desenhos estão de parabéns!!
bjo
Adorei o desenho do cachorrinho. Mto fofooooooooo!!!!!!!!!!!!!
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