domingo, 13 de janeiro de 2008

A Cumeeira de Aroeira Lá da Casa Grande (Jessier Quirino)



Oh! cumeeeira de aroeira dessa casa-grande
Veja e nos mande uma visão dessa velha morada
Sendo a parada retilínea do telhado em quedas
Não te arredas dessa empena tão estruturada
Sois a chegada de telheiro, ripa e caibaria
Hospedaria de pavôes, corujas e pardais
Nos teus anais e cabedais de vida em cumeeira
Diz aroeira - dessa casa - o que enxergas mais?


- Pelas janela e portais lá da sala da frente
Vejo contentes e voantes espreguiçadeiras
Relaxadeiras de alpendre junto à rede armada
Lonas listradas, cores-vivas, vidas de cadeira
As choradeiras de avencas pendem dos frechais
E os fuás das trepadeiras jasmineiras voam
Blusas magoam com bateres as saias das portas
E vejo as hortas de verduras que nos afeiçoam.


Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

3 comentários:

Patrícia de Medeiros disse...

A idéia de observar a casa grande através da cumeeira de aroeira foi fantástica, como se os componentes da casa pudessem falar, ver, refletir...achei os desenhos muito bons, parabéns!

Michel disse...

O poema agora está completo...
Não ficou como eu queria pq senti uma dificuldade p fazer algumas das imagens... n da pra criar ambientes tão característicos do nada, eu precisaria fazer umas viajens. Mas ta ai! Espero q gostem!
Grande abraço a todos! Obrigado Jessier!
Devolvendo as suas "saudações beradeiras feito banho de açude, farinhada e rapadura".

severus disse...

Êita caba bom da peste.
Uma cumeeira, reta de madeira, que articulada lá no alto, sustenta uma estrutura onde adormecem as telhas frias de barro e que juntas parecem uma manta de retalhos, que apoiada no alento da cumeeira, protege e aconchega a familia sertaneja.

Valeu cangalha.

 
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