terça-feira, 9 de dezembro de 2008


É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão




Quer ver o bom?
É o aguado quando leva açúcar
É ter a cuca, açucarado num beijo roubado
É um pecado confessado, compadre sereno
Levar sereno no terreiro bem enluarado
É pinicado do chuvisco no chão, pinicando
Ficar bestando com o inverno bem arrelampado
É o recado do cabocla num beijo mandando
“tá namorando a cabocla do recado”

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão



Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário


Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer



Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário



Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer



Jessier Quirino

domingo, 31 de agosto de 2008

Equanto o Bolero não toca...


Mil desculpas pela demora, eu ainda não postei o poema de Jessier Quirino. Mas não desisti! Me falta algum repertório(isso até da pra conseguir) e tempo(esse é q ta atrapalhando). Ultimamente desenhar para vcs tem sido um luxo q eu me privei por falta de tempo mesmo. Espero q gostem da pintura, é uma antiga postagem que eu decidi colorir.
Um grande abraço!


Michel.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Você escolhe

Dois poemas muito bons! Eu vou ilustrar um deles, para escolher é so deixar um comentário com sua opinião.

1. Caboclo Sonhador,

cantado por Flávio José,

composto por Maciel Melo


Sou um caboclo sonhador
Meu senhor, viu
Nao queira mudar meu verso
Se e assim nao tem conversa
Meu regresso para o brejo
Diminui a minha reza

Coracao tao sertanejo
Vejam como anda plangente o meu olhar
Mergulhado nos becos do meu passado
Perdido na imensidao desse lugar
Ao lembrar-me das bravuras de nenem
Perguntar-me a todo instante por Bahia
Neca e Quinha, como vao? ta tudo Bem?
Meu canto e canto onde canta o sabia

Sou devoto de Padre Cico Romao
Sou tiete do nosso Rei do Cangaco
E meu regaco cuminado em pensamento
E meu rebento segue onde eu quero chegar

Deixe que eu cante cantigas de ninar
Abram alas para o novo cantador
Deixem meu verso passar na avenida
Num forro fiado tao da bexiga de bom

2. Bolero de Isabel

composto por Jessier Quirino

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

Quer ver o bom?
É o aguado quando leva açúcar
É ter a cuca, açucarado num beijo roubado
É um pecado confessado, compadre sereno
Levar sereno no terreiro bem enluarado
É pinicado do chuvisco no chão, pinicando
Ficar bestando com o inverno bem arrelampado
É o recado do cabocla num beijo mandando
“tá namorando a cabocla do recado”

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário

Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer


Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário

Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer


VAMO LÁ!! DÊ SEU VOTO!

domingo, 18 de maio de 2008

Paraí-ba


"Paraíba do norte, do caboclo forte
Do homem disposto esperando chover
Da gente que canta com água nos olhos
Chorando e sorrindo, querendo viver
Do sertão torrado, do gado magrinho
Do açude sequinho, do céu tão azul
Do velho sentado num banquinho velho
Comendo com gosto um prato de angu
Acende o cachimbo, dá uma tragada
Não sabe de nada da vida do sul"

Trecho da música Paraí-ba, letra:Cecéu, interpretada por Zé-Ramalho.




sábado, 3 de maio de 2008

Trapo



Dedicado à Carine

O dia deu em chuvoso.
A manhã, contudo, esteve bastante azul.
O dia deu em chuvoso.
Desde manhã eu estava um pouco triste.
Antecipação? Tristeza? Coisa nenhuma?
Não sei: já ao acordar estava triste.
O dia deu em chuvoso.


Bem sei: a penumbra da chuva é elegante.
Bem sei: o sol oprime, por ser tão ordinário, um elegante.
Bem sei: ser susceptível às mudanças de luz não é elegante.
Mas quem disse ao sol ou aos outros que eu quero ser elegante?


Dêem-me o céu azul e o sol visível.
Névoa, chuvas, escuros — isso tenho eu em mim.
Hoje quero só sossego.
Até amaria o lar, desde que o não tivesse.
Chego a ter sono de vontade de ter sossego.
Não exageremos!
Tenho efetivamente sono, sem explicação.
O dia deu em chuvoso.


Carinhos? Afetos? São memórias…
É preciso ser-se criança para os ter…
Minha madrugada perdida, meu céu azul verdadeiro!
O dia deu em chuvoso.


Boca bonita da filha do caseiro,
Polpa de fruta de um coração por comer…
Quando foi isso? Não sei…
No azul da manhã…

O dia deu em chuvoso.

Fernando Pessoa

segunda-feira, 31 de março de 2008

2000 Visitas!





"Naugrago assumido, faz parte do meu ofício não chegar nunca."

Carlos Heitor Cony

domingo, 23 de março de 2008

Poema em linha reta



Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse, não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.

Fernado Pessoa

domingo, 16 de março de 2008

Dai-me rosas e lírios




Dai-me rosas e lírios,
Dai-me flores, muitas flores
Quaisquer flores, logo que sejam muitas...
Não, nem sequer muitas flores, falai-me apenas

Em me dardes muitas flores,
Nem isso... Escutai-me apenas pacientemente quando vos peço
Que me deis flores,
Sejam essas as flores que me deis...

Ah, a minha tristeza dos barcos que passam no rio,
Sob o céu cheio de sol!
A minha agonia da realidade lúcida!
Desejo de chorar absolutamente como uma criança

Com a cabeça encostada aos braços cruzados em cima da mesa,
E a vida sentida como uma brisa que me roçasse o pescoço,
Estando eu a chorar naquela posição.

O homem que apara o lápis à janela do escritório
Chama pela minha atenção com as mãos do seu gesto banal.
Haver lápis e aparar lápis e gente que os apara à janela, é tão estranho!

É tão fantástico que estas coisas sejam reais!
Olho para ele até esquecer o sol e o céu.
E a realidade do mundo faz-me dor de cabeça.

A flor caída no chão.
A flor murcha (rosa branca amarelecendo)
Caída no chão...
Qual é o sentido da vida?

Fernando Pessoa

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Chove ? Nenhuma chuva cai...



Chove ? Nenhuma chuva cai...
Então onde é que eu sinto um dia
Em que ruído da chuva atrai
A minha inútil agonia,

Onde é que chove, que eu o ouço ?
Onde é que é triste, ó claro céu ?
Eu quero sorrir-te, e não posso,
Ó céu azul, chamar-te meu...

E o escuro ruído da chuva
É constante em meu pensamento.
Meu ser é a invisível curva
Traçada pelo som do vento...

Ah, na minha alma sempre chove.
Há sempre escuro dentro de mim.
Se escuro, alguém dentro de mim ouve
A chuva, como a voz de um fim...

Quando é que eu serei da tua cor,
Do teu plácido e azul encanto,
Ó claro dia exterior,
Ó céu mais útil que o meu pranto?

Fernando Pessoa 04-11-1914

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Por um acaso minha amiga...
Por um acaso um texto inacabado...
Juntando os dois:

Quero viver como borboleta!



Quando era criança achava que as borboletas eram animais imortais, porque elas se originam das lagartas, eu imaginava que depois de virar borboleta ela poderia virar lagarta de novo quando precisasse e assim ficar nesse ciclo para sempre. Depois soube que as borboletas têm uma vida extremamente efêmera porque elas mudam de lagarta para borboleta somente para se reproduzir, cumprindo seu papel perante a natureza. Certo dia em meus sonhos, alguém me dizia que as borboletas não morrem, apenas dão um suspiro de sua vida para que outras possam embelezar novamente nossos jardins.


Michel; Sarita Dantas.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Oração a São Jorge

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.

Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.



São Jorge Rogai por Nós.

sábado, 19 de janeiro de 2008

Sonho x realidade




A doce brisa que me acariciava
aos poucos se transformava
num forte e frio vendaval
O céu que límpido me iluminava
aos poucos se transformava
numa obscura e tempestuosa abóboda celestial

O verde que me rodeava
ao vendaval ia cedendo
e o clima de medo
aos poucos me envolvendo

De repente um grande ruído
meus ouvidos se ensurdeceram
era um barulho jamais ouvido
que juntando-se ao clima totalmente inóspito
me despertaram um curiosidade
que aos poucos movia meu corpo
e excitava minha mocidade

Movimentos rápidos e repentinos
movidos apenas pelo instinto
me levaram ao alto da colina
pelo instinto curioso-faminto...

Então, na beira do abismo
Com os ouvidos ensurdecidos
Avistei a origem dos ruídos
Gigantescas e amedrontadoras
Numa cena completamente surreal
Vi voar nos céus, as grandes nadadoras

Totalmente petrificado
Curioso e amedrontado
Eu as vi flutuar no azul celestial
Pesada, leves, numa dança sem igual
Subiam aos ares duas imensas baleias
Será tudo um sonho,
Ou há nisso tudo um pouco de real?

Patrícia de Medeiros


Tempo


Passas ligeiro sem aviso
como o vento no rosto
deixas rugas nos sonhos
e a esperança pálida, lassada...
Enfraqueces, inflexível, o joelho
e dobras, derrubas, o mais forte.
Portas desgraças e aportas no estático
como rocha, sem matéria, que cai na cabeça e faz calo.
Calaste a boca de tantos e tantos outros sepultarás
em tua cova fria, implacável, és tú, o Senhor dos homens
tempo! que escorre em meus dedos
e repousa no infinito.
Bruno Moreira

domingo, 13 de janeiro de 2008

Pense N'eu




Pense n'eu quando em vez coração
Pense n'eu vez em quando
Onde estou, como estarei
Se sorrindo ou se chorando
Se sorrindo ou se chorando
Pense n'eu... vez em quando
Pense n'eu... vez em quando

Tô na estrada, tô sorrindo apaixonado
Pela gente e pelo povo do meu país (olêlê)
Tô feliz pois apesar do sofrimento
Vejo um mundo de alegria bem na raiz (vamos lá)
Alegria muita fé e esperança
Na aliança pra fazer tudo melhor (e será)
Felicidade o teu nome é união
E povo unido é beleza mais maior.


Luiz Gonzaga

A Cumeeira de Aroeira Lá da Casa Grande (Jessier Quirino)



Oh! cumeeeira de aroeira dessa casa-grande
Veja e nos mande uma visão dessa velha morada
Sendo a parada retilínea do telhado em quedas
Não te arredas dessa empena tão estruturada
Sois a chegada de telheiro, ripa e caibaria
Hospedaria de pavôes, corujas e pardais
Nos teus anais e cabedais de vida em cumeeira
Diz aroeira - dessa casa - o que enxergas mais?


- Pelas janela e portais lá da sala da frente
Vejo contentes e voantes espreguiçadeiras
Relaxadeiras de alpendre junto à rede armada
Lonas listradas, cores-vivas, vidas de cadeira
As choradeiras de avencas pendem dos frechais
E os fuás das trepadeiras jasmineiras voam
Blusas magoam com bateres as saias das portas
E vejo as hortas de verduras que nos afeiçoam.


Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008



Vejo o cimento avermelhado do piso da sala
E nesta sala quatro portas e quatro janelas
Cor amarela combinado com retrato antigo
E pouco artigo de mobília se avista nela
Uma janela abre as asas por cima dum cofre
Atrás do cofre inclinado: rifle e mosquetão
Um birozão de escritório, uma banca de rádio
E junto ao rádio uma cadeira balança no chão.

Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa grande.

A sala interna sem janelas vive apenumbrada
Iluminada pelas frechas vindas do telhado
O decorado do bufê é uma ceia-larga
E se alarga grande mesa de pau trabalhado
De lado a lado, quatro portas, uma a cada quarto
Sala de parto dos bruguelos por ali nascidos
Vejo o florido de lençóis, de redes e armários
E os sanitários de penicos neles escondidos.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

Segue o comprido estendido da sala do meio
No arrodeio rumo ao fundo grande petisqueiro
O quarteleiro de comidas, louças e talheres
Onde mulheres abrem e fecham pelo dia inteiro
Alvissareiro é o vão que surge mais adiante
A confortante copa-grande junto da cozinha
Sala-rainha, mesa farta, tamanho banquete
Com tamboretes, bancos largos, banca de quartinha.
Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008



Vem a cozinha festa em festa pelo dia inteiro

Um verdadeiro alegreiro de se cozinhar

O esquentar de um fogão de lenha braseado

E outro fogão de ferro inglês de branco cintilar

Tem o abrir e o fechar do móvel azul pintado

Amorcegado de canecos, conchas e peneiras

A paneleira aramada pende na parede

E mata a sede o pote frio na porta traseira.


Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande

Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.
 
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