quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Para Sempre



Como se os dias fossem o últimos

E foram últimos

Os beijos nunca beijados

Foram derradeiras também

As promessas de dias e atitudes melhores


Afinal,

Eram os últimos pensamentos

O último minuto, o último momento

Mas minha boca

Tentava inutilmente

Sentir pela última vez

Os tais beijos nunca beijados

As falas nunca ditas

Tão esperadas...

Aquilo tudo nunca feito

Tão somente sonhado


Meus passos foram

Também os últimos

Sem olhar para tras

Em direção ao princípio

Fechei os olhos

Desapeguei-me!

Um rastro de imagens inesquecíveis

Vividas e não vividas

Me levaram para sempre!


Eliézer Rolim; 23/11/07

3 comentários:

Patrícia de Medeiros disse...

Eliézer Rolim escreve muito bem, se poemas são para despertar sentimentos nas pessoas, ou lembrá-las de experiências já vividas, o poema dele é tudo isso.
Gostei bastante do desenho também...desperta um pouco de trsiteza sim, mas não perde o encanto de forma alguma.

Gostaría de um dia ter um poema ilustrado também.

Parabéns, achei bem interessante essa parceria!

anne disse...

nhaaaaaa!! foi ele msm?! seeeeeeeerio, o homem eh potencia... Oo como tu conseguisse isso hein?!
xeru mic!
PS: desenho foooooooooooda como sempre!
=******

Michel disse...

o comentário de Eliezer depois de ver o desenho é q foi xou! repara:

"...O fundo do quadro com aquele céu fantasmagórico cortado pela diagonais de arcos góticos fala de um universo em catarse . O arcos góticos por sua vez nos fala das estruturas estabelecidas pelos homens que ergue e destrói belas coisas. Parece até que foi a nave de uma igreja gótica que arriou enquanto os anjos suspendem por instantes aquela criatura em queda livre. "

...!

 
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