
Como se os dias fossem o últimos
E foram últimos
Os beijos nunca beijados
Foram derradeiras também
As promessas de dias e atitudes melhores
Afinal,
Eram os últimos pensamentos
O último minuto, o último momento
Mas minha boca
Tentava inutilmente
Sentir pela última vez
Os tais beijos nunca beijados
As falas nunca ditas
Tão esperadas...
Aquilo tudo nunca feito
Tão somente sonhado
Meus passos foram
Também os últimos
Sem olhar para tras
Em direção ao princípio
Fechei os olhos
Desapeguei-me!
Um rastro de imagens inesquecíveis
Vividas e não vividas
Me levaram para sempre!
Eliézer Rolim; 23/11/07
3 comentários:
Eliézer Rolim escreve muito bem, se poemas são para despertar sentimentos nas pessoas, ou lembrá-las de experiências já vividas, o poema dele é tudo isso.
Gostei bastante do desenho também...desperta um pouco de trsiteza sim, mas não perde o encanto de forma alguma.
Gostaría de um dia ter um poema ilustrado também.
Parabéns, achei bem interessante essa parceria!
nhaaaaaa!! foi ele msm?! seeeeeeeerio, o homem eh potencia... Oo como tu conseguisse isso hein?!
xeru mic!
PS: desenho foooooooooooda como sempre!
=******
o comentário de Eliezer depois de ver o desenho é q foi xou! repara:
"...O fundo do quadro com aquele céu fantasmagórico cortado pela diagonais de arcos góticos fala de um universo em catarse . O arcos góticos por sua vez nos fala das estruturas estabelecidas pelos homens que ergue e destrói belas coisas. Parece até que foi a nave de uma igreja gótica que arriou enquanto os anjos suspendem por instantes aquela criatura em queda livre. "
...!
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