domingo, 30 de dezembro de 2007



Meias paredes me permitem essa visão de encanto
Em cada canto um armador e rede ali dobrada
Tampa curvada de baús e luz de candeeiros
E o padroeiro em oratório de vida velada
As alpendradas lado a lado, não consigo vê-las
Meias-paredes se esbarram no caixão da casa
Mas são terraços com arreios, silos e ferretes
Nos pilares as gaiolas com mimos de asa.

Esta é a visão daqui de cima que meu olho expande
Eu, cumeeira de aroeira desta casa-grande.

6 comentários:

prepostojpa disse...

Tu é fod.....

Expor um oratório é apresentar um local de abrigo, que foi com todo carinho e respeito, dedicado aos homens e mulheres que deram sua vida a serviço do bem, estes por sua vez assumiam a proteção dos espaços domésticos, sua presença também serviam como um símbolo para testemunho da fé de seus proprietários.
Hoje não se tem mais uma expressão ou sinal de fé tão rico como os oratórios, até para observá-los como obra de arte é algo difícil.
Meus parabéns pela gravura e, vamos sim continuar a persistir na construção de nossa história, você com as gravuras, Jessié com suas obras literárias e outros com as mais diversas formas de expressões.

Michel disse...

Viva o Armorial!
Um ótimo ano novo pra todos!
grande abraço prepostojpa.

christiano disse...

desenha d+ futuro promissor...abraço

Patrícia de Medeiros disse...

Ler o poema é como reviver partes da infância, e que rever partes da casinha no sítio, onde eu passava parte das férias...estou adorando os desenhos, retratos do interior nordestino, figuras que representam a cultura e a religiosidade do do cariri, do sertão...

hatusa isabela disse...

mickey...
ja te disse e vou repetir...
tu eh PHoda!!!

=D
te amo, preguinhu!
=******
e sexta eh nois! =P

I.A. disse...

tu es o amigo de ju... neh???
prazer cara
esse mes vo ta por jampa, a gente pode se bater pra troca ruma ideia.

 
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