segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Engearq 2009



Inscrições Abertas em : http://engearq13.blogspot.com/

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ainda sobre Nada



De tudo haveria de ficar para nós um sentimento
longínquo de coisa esquecida na terra -
Como um lápis numa penísula.

Trecho de " Arte de infantilizar formigas";
Livro sobre Nada. Manoel de Barros

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Neda Soltani







Vídeo:
http://www.youtube.com/watch?v=vlehNLfk90c



Vejam essas imagens até o fim, sem desviar o rosto, porque elas custaram muito caro. Foi preciso uma jovem estudante ser assassinada e pessoas arriscarem a vida para que essas imagens brilhassem na sua retina.
Pelo que ela protestava? Por uma coisa que já nem lembramos que temos. Liberdade.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

NO FIM DE UM LUGAR



(...) Em torno fazia um pássaro

Que seu canto finge com águas...

Você se beiradeava.

Eu me escorei o rosto nos silêncios.

 

Fui buscar um gosto leve

naquilo árvore

naquilo casa-de-pássaros.

­– Você me esperava? (...)

 

Manoel de Barros

 

sábado, 2 de maio de 2009

Hipótese




01- A mente completa o espaço que falta com a repetição contínua do espaço conhecido.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Símbolos


          Nós somos especialistas em criar metáforas das nossas vidas. Quer uma maior do que a justiça? Cega por um simples pedaço de pano.
        
         Como escrevendo eu sou um melhor desenhista, decidi postar esse desenho para o texto de hoje de José Saramago. Eu tenho acompanhado os textos dele ultimamente e acho que o desenho ilustra muito bem o desgosto do tema que Saramago vem abordando.



A outra crise (José Saramago)

Crise financeira, crise económica, crise política, crise religiosa, crise ambiental, crise energética, se não as enumerei a todas, creio ter enunciado as principais. Faltou uma, principalíssima em minha opinião. Refiro-me à crise moral que arrasa o mundo e dela me permitirei dar alguns exemplos. Crise moral é a que está padecendo o governo israelita, doutra maneira não seria possível entender a crueldade do seu procedimento em Gaza, crise moral é a que vem infectando as mentes dos governantes ucranianos e russos condenando, sem remorsos, meio continente a morrer de frio, crise moral é a da União Europeia, incapaz de elaborar e pôr em acção uma política externa coerente e fiel a uns quantos princípios éticos básicos, crise moral é a que sofrem as pessoas que se aproveitaram dos benefícios corruptores de um capitalismo delinquente e agora se queixam de um desastre que deveriam ter previsto. São apenas alguns exemplos. Sei muito bem que falar de moral e moralidade nos tempos que correm é prestar-se à irrisão dos cínicos, dos oportunistas e dos simplesmente espertos. Mas o que disse está dito, certo de que estas palavras algum fundamento hão-de ter. Meta cada um a mão na consciência e diga o que lá encontrou.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Justiça



     É preciso muito cuidado para pronunciar o título dessa postagem, tenhamos medo de falar essa palavra pois hoje parece que todos a confundem com coisas abomináveis. É preciso paciencia para a verdadeira justiça, talvez demore tanto que nos não estaremos mais aqui, muitos vão chorar ainda, mas ela virá e seguirá pelos caminhos certos, destruindo os monstros que se passaram por ela. 

"Tu vens, tu vens 
 Eu já escuto os teus sinais..."

Anunciação
Alceu Valença


terça-feira, 9 de dezembro de 2008


É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão




Quer ver o bom?
É o aguado quando leva açúcar
É ter a cuca, açucarado num beijo roubado 
É um pecado confessado, compadre sereno
Levar sereno no terreiro bem enluarado
É pinicado do chuvisco no chão, pinicando
Ficar bestando com o inverno bem arrelampado
É o recado do cabocla num beijo mandando
“tá namorando a cabocla do recado”

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão



Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário


Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer



Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário



Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer



Jessier Quirino

domingo, 31 de agosto de 2008

Equanto o Bolero não toca...


Mil desculpas pela demora, eu ainda não postei o poema de Jessier Quirino. Mas não desisti! Me falta algum repertório(isso até da pra conseguir) e tempo(esse é q ta atrapalhando). Ultimamente desenhar para vcs tem sido um luxo q eu me privei por falta de tempo mesmo. Espero q gostem da pintura, é uma antiga postagem que eu decidi colorir.
Um grande abraço!


Michel.

quinta-feira, 3 de julho de 2008

Você escolhe

Dois poemas muito bons! Eu vou ilustrar um deles, para escolher é so deixar um comentário com sua opinião.

1. Caboclo Sonhador,

cantado por Flávio José,

composto por Maciel Melo


Sou um caboclo sonhador
Meu senhor, viu
Nao queira mudar meu verso
Se e assim nao tem conversa
Meu regresso para o brejo
Diminui a minha reza

Coracao tao sertanejo
Vejam como anda plangente o meu olhar
Mergulhado nos becos do meu passado
Perdido na imensidao desse lugar
Ao lembrar-me das bravuras de nenem
Perguntar-me a todo instante por Bahia
Neca e Quinha, como vao? ta tudo Bem?
Meu canto e canto onde canta o sabia

Sou devoto de Padre Cico Romao
Sou tiete do nosso Rei do Cangaco
E meu regaco cuminado em pensamento
E meu rebento segue onde eu quero chegar

Deixe que eu cante cantigas de ninar
Abram alas para o novo cantador
Deixem meu verso passar na avenida
Num forro fiado tao da bexiga de bom

2. Bolero de Isabel

composto por Jessier Quirino

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

Quer ver o bom?
É o aguado quando leva açúcar
É ter a cuca, açucarado num beijo roubado
É um pecado confessado, compadre sereno
Levar sereno no terreiro bem enluarado
É pinicado do chuvisco no chão, pinicando
Ficar bestando com o inverno bem arrelampado
É o recado do cabocla num beijo mandando
“tá namorando a cabocla do recado”

É um nó dado por são pedro
E arrochado por são cosme e damião
É uma paixão, é tentação, é um repente
Igual ao quente do miolo do vulcão

Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário

Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer


Quer ver desejo?
É o desejo tando desejando
A lua olhando esse amor na brecha do telhado
É rodeado do peru peruando a perua
É canarim, é galeguim, é cantando o canário
Zé do rosário bolerando com dona isabel
Dona isabel embolerando com zé do rosário
Imaginário de paixão voraz e proibida
Escapulida, proibida pro imaginário

Quer ver cenário?
É o vermelho da aurodidade
É a claridade amarelada do amanhecer
É ver correr um aguaceiro pelo rio abaixo
É ver um cacho de banana amadurecer
Anoitecer vendo o gelo do branco da lua
A pele nua com a lua a resplandecer
É ver nascer um desejo com a invernia
É a harmonia que o inverno faz nascer


VAMO LÁ!! DÊ SEU VOTO!
 
Contador de visitas

Contador de visitas